terça-feira, 19 de julho de 2011

Esmeralda

Esmeralda é o meu nome, e tão preciosa quanto à pedra são as minhas intenções.
Numa daquelas situações que te deixam hesitante, o telefone e o interfone tocam ao mesmo tempo.
Ao telefone era ele, Leonardo, ao interfone o porteiro avisava que tinha uma encomenda pra mim, meus olhos faiscaram de felicidade, todos eles se é que você me entende.
Sexta-feira é um desses dias em que quase todas as expectativas da semana se tornam realidade ou não '' como diria Caetano''. Mas no meu caso a sorte bafejava a meu favor, meus sonhos de consumo vinham ao meu encontro.
Não dei certeza que iria, a duvida é mais excitante, mas caso fosse chegaria antes de ele voltar do trabalho, eu tenho as chaves as respostas.
Uma caixa do tamanho de uma embalagem de cereais embrulhada em papel pardo, discreta. Faço poucos ouvidos apesar da curiosidade do porteiro, a deixo pra mim mesmo, pois afinal a foto no site não era muito boa.
Passo alguns minutos contemplando a encomenda sobre a mesa e fico imaginando o que posso tirar de proveito dele,da situação,de nos ,minha mente gira e simula fantasias que fariam corar a mais experiente messalina.
Reembrulho cuidadosamente o ''brinquedinho'' e coloco na bolsa, junto com mais algumas coisas que escolhi da despensa e da geladeira, elas fariam parte de uma outra coleção de objetos que existiam no apartamento do meu cúmplice.
Paro diante do guarda roupas, e cuidadosamente escolho meu figurino, pois pra poder desempenhar bem o meu papel tinha que estar devidamente trajada. Não que isso fosse fazer muita falta, afinal na maior parte o enredo seria encenado sem roupa.
Durante o banho a água morna caia sobre a minha pele massageando-a, espalhei o sabonete liquido parcimoniosamente por todo o corpo, mas confesso que me demorei propositalmente quando meus dedos tocaram minha vulva, arqueei as pernas em compasso e estimulei meu pequeno e intumescido botão, sob a batuta do meu indicador destro, a orquestra não tardou em executar a ária final, fazendo com que a solista recebesse os ''aplausos'' em ondas que percorriam da nuca aos calcanhares.
A distancia entre a minha casa e a estação das barcas foi vencida num rápido tropear dos meus sapatos salto 15, ainda tenho tempo de ajudar uma freira que me agradece com elogios e um gesticular de benção.
Talvez se ela soubesse como eu ia me comportar daqui a algumas horas, tivesse pensado duas vezes antes de me benzer, as minhas idéias estavam mais pra festa pagã do que para homilia.

Fêmea Fruta

Sou fêmea
Sou fruta
Fruta preferida
Suculenta, doce
Degusta
Chupa
Morde
Come
Devora
Agora.
Com esse pensamento chego ao pequeno, mas aconchegante conjugado de duas peças no bairro de Santa Teresa, a chave estrategicamente escondida na soleira da porta, denuncia que ele ainda não tinha chegado.
Apartamento parcamente decorado e mobiliado, alguns itens inclusive são herança do antigo morador, um sofá cama de espuma densa e macia, uma arara de roupas, uma luminária prateada com um abajur vermelho davam um tom de penumbra rubra de bordel, uma escrivaninha com alguns livros e um note book, um armariozinho escondia uma cozinha improvisada, fogão duas bocas, alguns utensílios do tipo talheres, copos ,pratos.
Num rack uma TV com um dvd e vários filmes, que iam de musicais do gênero pop rock a pornôs nacionais da''musa'' dele Bruna Surfistinha.
Sobre o frigobar uma cafeteira que servia mais como chafeteira. Um lindo incensario esculpido em forma de Mago e varias varetas de incenso, acendi um de almíscar e o ambiente se impregnou com uma atmosfera mística e afrodisíaca. Posicionei meu ''brinquedinho ''junto ao sofá e resolvi me trocar, o clima era profano, um peignoir lilás de seda pouco ou nada cobria de minhas partes pudentes.
Coloquei alguns morangos no congelador junto com uma caixa de chantilis.
Um CD de Annie Lenox dava o toque final.

Na ponta dos dedos dos pés me agarrei e dei-lhe um longo e demorada beijo. Geralmente ele chegava do trabalho com fome e me convidava pra comer na rua, convite esse prontamente recusado, pois eu queria comer em casa e o cardápio seria ele com alguns ingredientes especiais.

Meus mínimos trajes foram notados e maliciosamente elogiados. Liguei o aquecedor e resolvi acompanhar Leonardo ao chuveiro, pobre menino, o que ele menos conseguiu foi banhar-se, tomei seu pênis em minhas mãos ensaboando-o e enxaguando e novamente repetindo a ação com xampu de calendola.
Com um barbeador novo raspei todos os pelos da bolsa escotal, deixando-a totalmente lisa, o que era pênis agora assumia forma de pica com uma inacreditável ereção que quase chegava aos 20 centímetros, segurei o pela base e o lambi do saco a glande como uma normalista faz com um picolé de nata.
O vapor do chuveiro dava ao acanhado banheiro um ar de sauna japonesa, e eu ali como uma gueixa obediente, mas isso tinha que mudar, não era isso que eu queria.
As coisas bruscamente mudaram de figura quando ele rispidamente tirou o pau da minha boca e me virou contra a parede do Box, seu dedo lacerou meu cuzinho, provocando minha indignação e a iniciativa de me virar e desferir-lhe um violento tapa no rosto acompanhado de uma meia dúzia de ofensas e ameaças.
As coisas agora se invertiam, e ele mansa e passivamente ajoelhava aceitando sua nova posição de lacaio.
Apoiei minha perna por sobre seu ombro mergulhando seu rosto em meu sexo, cada ''chibatada'' de sua língua faziam a nascente da minha gruta minar o liquido do meu gozo.
Com a mão direita ele masturbava-se enquanto o polegar esquerdo entrava e saia do meu cú.
Novamente ele tentou inverter os papeis, mas minha maior compleição física dificultava seus intentos.
Ao certo não sei exatamente se foi por causa da musica ou do incenso, mas fomos nos batendo e rolando até o sofá cama que ele abriu com um pratico pontapé.
Caímos como animais encaixando-nos num 69 putanesco, eu chupava aquela pica como se fosse morrer e tivesse a certeza que não haveria caralho como aquele no céu e tão pouco no inferno. Em contrapartida
Gozos intensos endureciam minha musculatura abdominal.

Em um breve intervalo quando Leo foi ao banheiro mijar, abri a porta do frigobar e peguei os morangos introduzindo quatro deles em minha buceta, com a caixa de chantili besuntei o bico dos meus seios e fiz uma cobertura e coloquei mais um de
enfeite bem encima da xoxota.

O prazer daquela língua máscula nos meus mamilos só não foi maior do que a surpresa dele quando viu o objeto que desembrulhei.
Consistia em um pênis de silicone com um anel que encaixado no pau verdadeiro proporcionava uma dupla penetração deliciosa.
Dito e feito, ele entendeu o espírito da coisa e ''calçou'' a peça e me fudeu e enrabou com maestria, sua rola socava os morangos misturando com os sucos do meu gozo e criava o primeiro milk shake erótico feito numa buceta.
Continuamos nesse frenesi de sexo até quase o dia amanhecer e desfalecermos de amor, exaustão e satisfação.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Verônica

Felicidade que tenho e sinto
Sou fiel nem minto, visualizando o sol.

Tenho no espirito a vontade de dar voltas e voltas
Da minha pele coberta ou nua, me vejo só me vejo tua
Luz, trevas disciplina de diferenciar em cada humor.

Minha vida tem vários espectros e não somente uma cor.
Cubro em véu, desço do inferno ao céu.
Beijo chocolate ,tinta e criança
Quantos movimentos nessa dança.

Descanso numa nuvem de um sonho que ainda não durmi
Acordado e lúcido de inebriações sem torpor ou amor
Negra mulher de muitas vontades de muito anseios
Coisas profanas desejos.

Beijo incompreensível invisível
Canção de notas concisas, harmônica.
Mulher possível
Em ser Verônica...