Não me ateie fogo
Estou acesa e não irei queimar.
Não ludibrie-me eu criei o jogo
emudeça-me e não irei calar
Eu inventei o canto, a dança a moda.
Sou meio assim"non sense"surreal
Escrevo cartas logo as queimo, é foda!
A luz e as trevas, sou o bem sou o mal.
Icei as velas da nau no deserto
Fortaleci-me no vidro pisando em cacos.
Do fim do mundo cheguei bem perto
Nos arrecifes larguei pedaços.
Nasci e vivi,chorei e sorri, gozei e senti.
Minha nuca se encrespa eriçada
Em teu corpo dominado eu subi
Mais rum gelo e vodka, estou suada
Minhas asas sem penas, gelada
Meu odor e doce fluido sutil
A boca te beija na lingua calada
Vendo meus poemas a dinheiro vil
Seja gentil me deflora e não maltrata
A verdade me excita a flor
Meu intimo umedece dilata
Use tuas trapaças e perca meu amor
A oniciencia e meu dom
Seja real, não me engane
A mentira reconheço pelo som
Entoa em oração , meu nome Viviane.
Manoel Pacífico
domingo, 6 de junho de 2010
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Caos
Numa só sintonia como o cosmo completo unificado com o todo
Inserido no tudo.
Animais em permanente cio, de ser de querer de espírito de vontades.
Sensacionalismo de uma categoria acéfala de sedimentos uníssonos
Petricitude de sentimentos, devaneios de bocas e corpos.
Pactualidades não sincronizadas, mas consentidas em contato com nossa verdade.
Dual de qualidades simplórias aos olhos de tolos fechados a luz de nosso amor.
Realismo intensificado com os permanentes contatos de nossas energias sutis.
Ascenção pagã de matéria carnal aos planos etéreos mais elevados.
Realização de um desejo, uma vontade, um destino.
Destinados à unificação contrariando todas as tendências ou polaridades.
Receptáculos de pele que não suportam toda a ânsia dessa vontade de sempre ser um
Num espaço onde dois completam.
Mar de Sentimentos a mercê das marés, das ondas, dos tentáculos de monstros imaginários e abismos escapistas.
Latifúndios onde as glebas nos parecem estreitas ao cultivo de todas as idéias e planos futuros, sulcando a terra com um arado tão profundo que fere, mas abre espaço seguro a semente e a arvore sólida.
Inserido no tudo.
Animais em permanente cio, de ser de querer de espírito de vontades.
Sensacionalismo de uma categoria acéfala de sedimentos uníssonos
Petricitude de sentimentos, devaneios de bocas e corpos.
Pactualidades não sincronizadas, mas consentidas em contato com nossa verdade.
Dual de qualidades simplórias aos olhos de tolos fechados a luz de nosso amor.
Realismo intensificado com os permanentes contatos de nossas energias sutis.
Ascenção pagã de matéria carnal aos planos etéreos mais elevados.
Realização de um desejo, uma vontade, um destino.
Destinados à unificação contrariando todas as tendências ou polaridades.
Receptáculos de pele que não suportam toda a ânsia dessa vontade de sempre ser um
Num espaço onde dois completam.
Mar de Sentimentos a mercê das marés, das ondas, dos tentáculos de monstros imaginários e abismos escapistas.
Latifúndios onde as glebas nos parecem estreitas ao cultivo de todas as idéias e planos futuros, sulcando a terra com um arado tão profundo que fere, mas abre espaço seguro a semente e a arvore sólida.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Conjuração
Que se desfaça toda conjuração Todo mal feito Toda desunião
Que venha o novo desterrando o velho Tudo que magoou Tudo que se insuportou
Do bom proveito se aproveite o bom
Do choro a pauta Do interrogno a falta
Do luto a labuta
Das verborragias que não se consumiram Sumiram
Dessa força dessa flor no peito
Aleito-me Em ti, no teu colo me ajeito, e deito...
Retroaja todo esse descontentamento
Que leve a cisma esse vento Sofrimento lamento...
Faço do pó que se moeu a pedra Ungüento cimento...
Enterro a dor com uma pá de cal
Do amor sem mal.
Manoel Pacífico
Que venha o novo desterrando o velho Tudo que magoou Tudo que se insuportou
Do bom proveito se aproveite o bom
Do choro a pauta Do interrogno a falta
Do luto a labuta
Das verborragias que não se consumiram Sumiram
Dessa força dessa flor no peito
Aleito-me Em ti, no teu colo me ajeito, e deito...
Retroaja todo esse descontentamento
Que leve a cisma esse vento Sofrimento lamento...
Faço do pó que se moeu a pedra Ungüento cimento...
Enterro a dor com uma pá de cal
Do amor sem mal.
Manoel Pacífico
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
domingo, 14 de dezembro de 2008
“Oração de Maria madalena”
Perdoai Deus, perdoai.
A todos que me insultaram
Aos que me difamaram, não como prostituta.
Mas como adultera, pois sempre fui apenas do teu filho.
E apenas dele.
Aos que no golgota pensaram que daria fim a nossa missão
E no nosso amor.
Aos apóstolos, que disseram maldito é o fruto do vosso ventre.
Perdoai Deus, perdoai.
Daí teu misericordioso perdão aos que até os dias de hoje
Renegam o cálice sagrado, seja por ignorância ou por conveniência, pois a
palavra tornou-se mercadoria nas mãos
dos vendilhões a porta do templo.
Perdoai Deus, perdoai.
Aos que refutam o fato D´eu ter sido a apostola mais amada.
Odeiam-me por ter carregado o sangue real, e propositalmente...
O confundem com um copo.
Ser criador não antropomórfico, acima de todas as questões e todas as razões
mergulha essa “humanidade” com tua piedade.
Descerra as traves dos olhos dos teus “filhos” inundando-os com a
transcendente luz da consciência e da verdade.
Perdoai Deus, perdoai.
A todos que em prol da divinização de Jesus incoerentemente esqueceram da
humanização do messias.
Pois se o assim tivesse feito, a palavra não tivesse sido tão corrompida.
Perdoai Deus, perdoai.
Mas protegei também nossa dinastia de todos que a ameaçam assim como o
senhor fez quando fomos para o Egito.
Pois chegará o dia que a revelação se fará, e não haverá fariseu algum com
suas vestes bordadas a ouro, caduceu e palácio de mármore que possa impedir.
Que assim seja.
Perdoai Deus, perdoai.
A todos que me insultaram
Aos que me difamaram, não como prostituta.
Mas como adultera, pois sempre fui apenas do teu filho.
E apenas dele.
Aos que no golgota pensaram que daria fim a nossa missão
E no nosso amor.
Aos apóstolos, que disseram maldito é o fruto do vosso ventre.
Perdoai Deus, perdoai.
Daí teu misericordioso perdão aos que até os dias de hoje
Renegam o cálice sagrado, seja por ignorância ou por conveniência, pois a
palavra tornou-se mercadoria nas mãos
dos vendilhões a porta do templo.
Perdoai Deus, perdoai.
Aos que refutam o fato D´eu ter sido a apostola mais amada.
Odeiam-me por ter carregado o sangue real, e propositalmente...
O confundem com um copo.
Ser criador não antropomórfico, acima de todas as questões e todas as razões
mergulha essa “humanidade” com tua piedade.
Descerra as traves dos olhos dos teus “filhos” inundando-os com a
transcendente luz da consciência e da verdade.
Perdoai Deus, perdoai.
A todos que em prol da divinização de Jesus incoerentemente esqueceram da
humanização do messias.
Pois se o assim tivesse feito, a palavra não tivesse sido tão corrompida.
Perdoai Deus, perdoai.
Mas protegei também nossa dinastia de todos que a ameaçam assim como o
senhor fez quando fomos para o Egito.
Pois chegará o dia que a revelação se fará, e não haverá fariseu algum com
suas vestes bordadas a ouro, caduceu e palácio de mármore que possa impedir.
Que assim seja.
terça-feira, 26 de agosto de 2008
sábado, 2 de agosto de 2008
Seios
Montes simétricos e fartos
Devaneios obscenos e castos
Volúpia de te tocar
Atalho pra te amar
Pontos sensoriais
Volumes sensacionais
Afiados e pontiagudos
Escandalosos porem mudos
Prisioneiros da tua justa blusa
Detalhes pra esculpir a musa
Taça pra servir o mel
Nudez que não se esconde ao véu
Eriçados desafiando a gravidade
Macios em suavidade
Mãos que lhe tateiam sutilmente
Calor que nos consome febrilmente
Lácteo reservatório mater
Farto dormitório pater
Nus em destaque carnavalesco
Quase ocultos no pincelar do afresco
Manoel Pacífico
Devaneios obscenos e castos
Volúpia de te tocar
Atalho pra te amar
Pontos sensoriais
Volumes sensacionais
Afiados e pontiagudos
Escandalosos porem mudos
Prisioneiros da tua justa blusa
Detalhes pra esculpir a musa
Taça pra servir o mel
Nudez que não se esconde ao véu
Eriçados desafiando a gravidade
Macios em suavidade
Mãos que lhe tateiam sutilmente
Calor que nos consome febrilmente
Lácteo reservatório mater
Farto dormitório pater
Nus em destaque carnavalesco
Quase ocultos no pincelar do afresco
Manoel Pacífico
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